17 dezembro 2009

De lá pra cá


Alto Rio Negro

Depois de uma temporada em terra distante, selva, floresta, natureza, instinto... Lugar do tempo guardado, remexido, experenciado... Agora vivo na selva de pedra, paisagem nova, meu campo agora não é tão verde, mas também cheio de histórias pra observar, participar, além da minha própria que já está me cutucando tão profundamente... Amazônia, só nas viagens futuras e na lembrança saudosa e eterna.


São Paulo

21 outubro 2009

Salinas: Amazônia Atlântica


Durante a realização de um trabalho para O Celeiro, isso conto em outro post, passei uns dois dias em Salinópolis, conhecida como Salinas, que hoje é a cidade onde meus primos estão morando e trabalhando com markeing e desenvolvimento sustentável. Este nome Salinas, é porque no período colonial existia uma fábrica de extração de sal da água do mar que foi comandada pelos jesuítas que inevitalmente utilizavam mão-de-obra indígena, e esse sal era utilizada principalmente para conservar o peixe em estoque em função da piracema.


 Salinas é lindo. Praias maravilhosas, dunas, água cor de esmeralda, e não á a toa que é o balneário de verão  de quem vive no calor de Belém.
Mas nessa primeira impressão da cidade, conheci algumas pessoass muito interessantes e cheia de histórias pra contar.
 
 
 






12 agosto 2009

Mãe e filha

Mãe e filha na comunidade Bauanã, no médio rio Juruá, Amazonas, durante uma expedição de 15 dias realizada pelo CEUC - Centro Estadual de Unidades de Conservação. Essa viagem foi um retorno depois de dois anos. Minha primera expedição na Amazônia foi nesta região, lugar que me encantou e me fez ficar.
Comunidade Bauanã, Rio Juruá -AM

Comunidade Manariã, médio rio Juruá - AM











11 agosto 2009

Mais retratos

Esses retratos fora feitos durante algumas expedições pelo estado do amazonas a RDS Uacari, Pauiní e outras cidades do interior.

Mercado do peixe, Coari - AM

04 agosto 2009

"No lugar desconhecido habita o desejo"

Sempre me surpreendo quando leio Milton Hatoum. Seus textos seguem me acompanhando desde a mudança para a "Cidade Ilhada", Manaus, Amazonas, Amazônia. Lendo um de seus contos "Um oriental na vastidão", viajo até o rio negro e o meu primeiro sentimento quando vi essas águas foi o de reconhecimento. Lembrança boa. Rio que movimenta meu tempo, que mostra os caminhos, que alimenta minha alma e me coloca em memória um passado ainda presente de um mundo recente, desconhecido... Desejo que tem ânsia de conhecimento. De encarar o inusitado. De me jogar a favor do vento que corre dentro dessa mata, densa, emaranhada, infinita... Quis ver de perto esse mundo, e por lá fiquei um tempo, o que agora será acompanhado de retornos... Quis viver esse povo tão receptivo, que olha nos olhos da gente e faz seu mundo ser o nosso também. Durante essas viagens tive muitas conversas boas regadas a cafezinho melado e tapiocas, e outras conversas de olhares trocados que me permitiram fazer alguns retratos.


30 julho 2009

Exposição MUSA

As imagens que fiz para o MUSA também foram usadas no stand na 61 SBPC. O design dos painéis foi o Marcelo Menezes que fez, meu grande amigo e sócio na Mirabile - arte, design e fotografia.

Equipe do MUSA que trabalhou arduamete para tudo sair lindo assim!





24 julho 2009

Tikuna, Baniwa, Desana e Wanano

Ainda no Projeto do Museu da Amazônia, produzi alguns retratos de indígenas que vivem na cidade. Eles foram entrevistados para um vídeo que assim como as fotografias foi exposto no stand do MUSA na 61 SBPC em Manaus. Conheci a dona Benedita em uma casa de artesanato, ela faz parte da Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro e mora na cidade tem uns 20 anos já, assim como a Juscineide. O Eraldes tem apenas 2 meses que chegou em Manaus para estudar e ainda está se adaptando a correria da cidade grande. Todos são do Alto Rio Negro, com exceção de Rafael que veio do Alto Solimões.

Benedita Lana -Povo Desana, Eraldes Gomes - Povo Tikuna e Patrícia Garcia - Povo Baniwa

Juscineide Serra - Povo Wanano, Rafael Custódio - Povo Tikuna












23 julho 2009

Sítio arqueológico Lago do Limão

Mais uma saída fotográfica, e dessa vez para conhecer as escavações do sítio escola Lago do Limão, que fica na área rural de Iranduba, no Amazonas.


Nunca havia pisado em um sítio arqueológico antes e fiquei impressionada em como as peças ficam armazenadas por tanto tempo nessas terras pretas. E é muito tempo mesmo, 2 mil, 5 mil e até 7 mil anos em terras amazônicas. E claro, faz pensar no pouco que sabemos dessa imensa floresta.







22 julho 2009

Cerâmicas na Amazônia

Outra etapa de produçao de imagens para o MUSA, foi a documentação das cerâmicas descobertas nos sítios arqueológicos na região de Iranduba. Iranduba fica entre os rios Negro e Solimões e após o período da borracha foi abandonada, e reativada com a zona franca de Manaus e distrito industrial. Esta região possui 100 sitios arqueológicos e há 11 anos se faz pesquisa em um projeto chamado Projeto Amazônia Central, coordenado pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo - Mae/Usp, junto com a Universidade Federal do Amazonas.
Estima-se que no século 16 viviam mas de 5 milhões de pessoas na Amazônia!!! Em aldeias com 10 mil pessoas!!! Sendo que a maior parte dependia da agricultura de plantas domesticadas e semidomesticadas. E a prática dessa agricultura que sempre mudava de lugar, deu espaço para as "TERRAS PRETAS", em função da matéria orgânica depositada nessas áreas. Uma terra extremamente fértil. E onde foram encontradas as peças que fotografei.

urna funerária híbrida (Paredão e Guarita) com tampa. Sítio Lago do Limão. Município de Iranduba, Amazonas, 2005.


apêndice Paredão antropomorfo


vasos Guarita com decoração acanalada e flanges mesiais. Sítio Lauro Sodré. Município de Coari, Amazonas, 2007.




15 julho 2009

Museu da Amazônia

Já faz muito tempo que não publico nada por aqui, e confesso que não foi por falta de assunto...
Recomeço as publicações à partir do trabalho atual que é a produção de imagens para o MUSA - o Museu da Amazônia, que será aberto ao público em 2010. O que é o musa? "Um museu vivo para estudar, representar, e conhecer a diversidade ambiental e cultural da Amazônia."
Este trabalho foi dividido em algumas etapas: natureza, peças arqueológicas, sítio arqueológico, indígenas e exposição. Vou começar com as imagens feitas na Reserva Adolpho Ducke, na cidade de Manaus, Amazonas, região sede do museu. A idéia foi mostrar um mundo escondido na floresta, momentos que nos passam desapercebidos, e para captar esse micro mundo fui acompanhada de um pesquisador do INPA e um mateiro, que fizeram toda diferença nessa imersão de quatro dias na mata.