01 maio 2010

Pantanal | Doc

Durante duas semanas estive no Pantanal da Serra de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, terra onde fui criada, lugar lindo, serra maravilhosa, calor, céu azul e gente muito receptiva. Fui encarar o desafio de fazer direção de fotografia e arte para um institucional do Pantanal de Aquidauna. O diretor Maurício Copetti me fez este convite e ficamos totalmente imersos nessa região de diversidade incrivelmente abundante. 
Pantanal Sul-Matogrossense - Fazenda 23 de Março

08 abril 2010

Revista Nova Escola e a Imaginação

Coisas legais de fotografar a criançada é que sempre é pura diversão! Essa pauta para revista Nova Escola foi um excelente exercício de criatividade. Enquanto fotografava, as crianças imaginavam o que elas traziam do fundo do mar. E depois a designer Alice desenhou essas baleias, estrelas-do-mar, cavalos-marinhos, na edição final. Adorei o resultado!     
                              
                                

29 março 2010

Amazônia | Pablo Neruda

Quando escolhi a selva 
Para aprender a ser
Folha por folha
Estendi as minhas lições
E aprendi a ser raiz
Barro profundo
Terra calada
Noite cristalina
E pouco a pouco mais
Toda a selva

Pablo Neruda

     Rio Juruena, sobrevoando o céu matogrossense

28 março 2010

Memórias de Campo


Memórias de Campo from Fernanda Preto on Vimeo.

Imagens realizadas durante a expedição social à Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari na região do médio rio Juruá e a expedição científica à região de Pauiní, nos rios Moaco e Pauiní e igarapé Atucatuquini entre 2006 e 2007 no Estado do Amazonas.

14 março 2010

Amazônia: História em Ruínas

Planejando uma ida a Manaus, estive olhando algumas matérias que fiz enquanto estava por lá, vou postar algumas aqui no blog. Esta foi feita em 2007 para revista Empório Amazônia. Este lugar já estava marcado para ser derrubado e dar lugar ao Prosamin, programa de construção de casas para famílias que vivem nos igarapés de Manaus.
Fonte: Revista Empório Amazônia, Texto: Alfredo Loureiro e Sebastião Reis
Fotos: Fernanda Preto
Foto: arquivo Empório
Primeiro, a pesquisa minuciosa. Depois, a investigação em busca do que outrora foi a usina hidrelétrica da Cachoeira Grande, uma das primeiras do País. Descortinar a historia por entre amontoados de palafitas na Rua da Cachoeira, no bairro de São Jorge, em Manaus, é vislumbrar um passado da cidade que se perde diante da poluição. As ruínas imponentes do que restou do prédio, escondidas entre construções toscas que se equilibram sobre toras de madeira às margens do igarapé de águas fétidas, surgem insistindo em ficar.
Usina em ruínas ao lado de palafitas 
O passado daquela obra magnífica pode nos ensinar como não construir o futuro. Nos últimos 140 anos, se destruiu de maneira irresponsável aproximadamente 140 quilômetros dos mananciais hídricos que serpenteavam Manaus, O primeiro igarapé a ser aterrado, o igarapé da Manaus Harbour, no centro da cidade. O desastre ambiental motivado pelo habito da população de jogar dejetos e cortar a mata ciliar dos igarapés para obter lenha para a cozinha gerou um problema de grandes proporções, que pode ser resumida na seguinte pergunta: Como dar de beber água para uma população crescente? 
Casa de máquinas que foi aproveitada como casa de moradores locais
O rio Negro, em frente à cidade, nunca foi boa fonte potável pelo cheiro forte e tonalidade escura cor de mel ou, como diziam os antigos, alhambre. Procurou-se uma solução para abastecer de água nas nascentes dos igarapés de Manaus, Castelhana, Cachoeirinha e, por fim, foi escolhido o da Cachoeira Grande, por apresentar as seguintes características: estar próximo a Manaus três quilômetros, ter vazão na estação das chuvas de 80 milhões de litros de água e 8 milhões no tempo da estiagem, dissolver bem o sabão, cozer os legumes e não apresentar vestígios sensíveis de matérias orgânicas ou terrosas em dissolução.
Ruína faz parte do dia-a-dia da população do igarapé
O engenheiro Lauro Batista Bittencourt, projetista da obra, calculou a necessidade de Manaus em 500 mil litros diários. Sendo pouco considerável a queda d’água no lugar escolhido, foi conveniente eleva-la a uma altura suficiente para a distribuição na cidade. Por isso, projetou-se a construção de uma represa com 104,30 metros de comprimento, 3,50 na maior espessura e 3,80 metros na maior altura, em alvenaria de pedra e cimento. Em um contrato minucioso, ficou prevista também a construção de uma caixa de distribuição, uma rede com encanamento de ferro fundido, aquisição de bombas, turbinas e reservatórios na Praça dos Remédios.
Barragem utilizada de muro entre uma casa e outra
A pedra fundamental para o inicio da construção foi lançada em 1º de julho em 1883. Um ano depois, a barragem esta pronta. Antonio Lopes Mendes, viajante português, visitou o local. Deixou suas impressões no seguinte texto: “Hoje visitamos as obras hidráulicas em execução na Cachoeira Grande. A água é cristalina e potável. Tomamos a picada aberta através da floresta que fica ao norte da cidade e, de lá, avistamos um grande manancial. Ali vimos muitos portugueses que executavam diversos serviços. Estes nossos compatriotas ganham de 2.500 reis a seis mil reis, salário insignificante numa terra onde um ovo de galinha custa 240 reis, uma galinha, seis mil e, em caso de necessidade, 18 e 20 mil reis! E tudo o mais nesta proporção”.
No dia 20 de agosto de 1888 foi feita a primeira experiência com as turbinas, bombas e encanamento principal de nove polegadas, com excelente resultado. No dia 8 de dezembro, foi feita a experiência definitiva e, desde então, a cidade começou a ser abastecida regularmente 10 a 12 horas por dia, elevando até a altura do grande reservatório.
Casa marcada pelo PROSAMIM para ser derrubada
No esforço tecnológico para a construção desta memorável obra de engenharia, se utilizou trem de ferro até a localidade chamada Teju e britadeira para quebrar a pedra em tamanhos regulares para o concreto em cimento Portland. Essa obra foi o maior investimento feito na Região Norte no governo imperial de D. Pedro II.




12 março 2010

Os escolhidos da revista PDN

A revista PDN escolhe todos os anos 30 fotógrafos para observarem, ou seja, 30 novos talentos da fotografia, e voltam sua atenção para seus trabalhos, o que andam produzindo, discutindo, etc.
Em um mundo que a pergunta " todos são fotógrafos?" está tão presente pela facilidade do digital, os editores escolheram estes fotógrafos pela linguagem única e pelos projetos de longa data, no qual eles acreditam que isso diferencia os verdadeiros fotógrafos de agora.